Rosana Souza

Rosana Souza
Asas da Liberdade

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Pretérito do Agora



Quando cai a noite e tudo silencia,
É no céu que tu buscas por nós dois.
As estrelas cantam nossa melodia,
De outrora , do agora e do depois...

A lembrança que juntos carregamos
É nuvem escura, chuva de lágrimas,
É a dor pretérita que suportamos,
É o amor do presente sem as rimas.

Mas se o tal destino também escreve,
Ainda que sinuosas sejam as linhas,
Posto que pesado fardo, jugo leve

Possa ele dessa vez nos dar vitória!
Que seja meu trilho que tu caminhas
E de amor seja feita nossa história.

Rosana Souza.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Dimensão do Amor



O vento que trouxe o teu pensar
Pousou levemente sobre mim.
Uma pequenina pena...
Junto dela a saudade
deu-me asas
E eu voei pra ti
E juntos voamos
Na imensidão do universo,
Nossa imaginação é ilimitada
Com ela podemos até ser anjos
Voando para lugares desconhecidos.
Lugares onde somente nosso pensar criativo
Alcança e conhece...
E através deles sobrevoamos nas alturas
Sem direção certa,
sem destino programado,
Deixando-nos apenas ser guiados
Pelas correntes de vento, em alvuras
Com nossas asas cintilantes,
Onde nossos pensamentos são tecidos
Conduzindo nosso querer alado
Num mesmo vôo angelical:
De estarmos juntos
Ainda que distantes
E assim sobrevoamos
Esse infinito de nós dois
No espaço sideral
Aonde brindamos nossa existência
Na dimensão do nosso Amor Maior:
Asas que nos conduzirão à eternidade...

Rosana Souza.

quinta-feira, 2 de julho de 2009

GRITO DE ESPERANÇA




Num adejo cadenceado das asas da águia,
viajam meus sonhos,
semeando-se ao vento.
São sonhos cansados, que vinham arrastados
pelos grilhões do tempo.


Aos poucos se dessipam...
Alguns espalham-se em torvelinho
com as níveas nuvens do céu.
Outros caem debatendo-se nas espumas alvas do mar
Náufragos solitários não cumpriram seu destino.


Por fim, bravos sobreviventes
agarram-se em cintilantes penas
e em forma de um poema
cruzando o destino, o sonho encantado
suspira a esperança de alguém que o espera.


Segue então o seu caminho
corta a luz vence o trovão
O sonho que agora viaja alado
toma a sua direção
e segue cantando seu próprio fado.

Rosana Souza.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

SENSÍVEL SER...




Que Homem é esse?
Que não conheço,
Mas que estremeço
Ao sintir-lhe tão perto,
Ainda que tão longe...
Penetra o meu deserto
Silencioso como monge
Comunga meus desejos,
Descobre meus mistérios,
Leva-me para longe...
Tira-me os sentidos
Do sentido presente.
Faz sentir-me livre
No mais alto azul sidéreo.
Fico sem chão, sem teto,
Não preciso de mais nada
Quando por ele,
Esse homem que nunca vi,
consigo me sentir
completamente amada...

Rosana Souza.

domingo, 14 de junho de 2009

AveLuz



O vento que embala o meu sono,
Traz junto dele um anjo sonhador.
Ele sabe dos versos que componho
E ele então segura a minha dor.

O meu sono é tão leve quanto a pena
que eu uso quando escrevo para ti.
são versos estrelados num poema
é o amor que eu carrego e nunca vi.

De ninhos d'ouros saem os sentimentos
Adejando o meu pensar, óh AveLuz...
Onde estará meu amor nesse momento?
Voando livre ou pousado em minha Cruz?

Rosana Souza.

terça-feira, 9 de junho de 2009

CAMINHO DA CERTEZA




As janelas que para ti eu abro,
É porta que te leva ao coração.
Mas me colocas na janela do pecado,
Pensando que eu trilho a escuridão.

Ah, queres da vida todas certezas?!
Se a única certeza na vida é a morte?!
Julgar porém, não é minha natureza,
Deus me comanda, eu tenho sorte...

Acompanhassem teus pés, meu trilho,
Havias de ter também nos olhos, brilho,
Irias ver, que meus caminhos são meus ais.

Da minha janela olharias a beleza
Saberias do caminho a grandeza
Que de volta me conduzem para o pai...

Rosana Souza.

quinta-feira, 4 de junho de 2009

PRA TI SERÃO TODOS MEUS VERSOS...



Mergulhei nos pensamentos que me afloram,
A sonhar-te junto a mim teu coração
Cantam versos minh’alma "rosa flórea",
Pra ver se esquece de uma vez essa paixão.

Nossas almas se conhecem nos espaços,
Nas rimas e nas estrofes dos poemas,
Aonde estreitamos nossos laços
Aonde também travamos um dilema.

Jamais irei ferir-te com os espinhos
Essa parte se encarrega a tua pena
Pois pra isso ainda sou muito pequena.

De mim saberás sempre todos caminhos,
E quando eu me for, hás de seguir meu trilho.
A ti será meu último verso: da estrela o brilho...

Rosana Souza.