Rosana Souza

Rosana Souza
Asas da Liberdade

terça-feira, 17 de agosto de 2010

FLORES DE PAPEL




AOS QUERIDOS AMIGOS QUE ME SEGUEM...

É com grande alegria que compartilho
com vocês a emoção que senti no lançamento
da Antologia Delicatta pelo projeto do Itaú
Cultural coordenado pela queridíssima Luiza Moreira,

a quem deixo aqui meu abraço sincero de agradecimento
por ter viabilizado um sonho não apenas meu, mas de
todos os colegas que tiveram a oportunidade de participar
deste momento muito especial.
O lançamento foi lindo, teve até fado, cantado por uma
fadista portuguesa com certeza:
Conceição Freitas acompanhada pelos músicos Marcos Sabo e Gustavo Alexandre.
Ela é um encanto de pessoa e na ocasião além de cantar os fados
encantou a todos em homenagem aos colegas autores portugueses.

O poeta Mário Feijó iniciou o Sarau declamando poemas de sua lavra e de autores outros, e o sarau seguiu com a declamação dos colegas autores.
Deixo registrado meu carinho a todos que participaram deste evento
fazendo dele uma grande festa!

O poema abaixo está entre os poemas editados na Antologia Delicatta,
declamado na Bienal.
Foi um poema que escrevi pela PAZ, inspirado num costume que tenho de
quando vou a algum lugar onde tenha guardanapos, eu faço uma rosa e entrego
para alguém desejando a paz! Um dia pensei: Meu Deus, preciso fazer um
poema... e assim nasceu o "Flores de Papel"!

Meus versos são flores sopradas ao vento,
flores que eu entrego no papel...



FLORES DE PAPEL

Que a paz seja plantada
nos quatro cantos da terra,
e a consciência implantada
pelo amor e não por guerra.

Que o amor seja tema principal
para enfim a Paz fazer morada,
que não se espere outro natal
para usar o amor como fachada.

Que a caridade aflore qual criança
com um sorriso estampado em teu rosto;
que teus braços sejam a esperança
do coração que só tem desgosto.

Que cada um faça a sua parte
pois somos todos um perante o céu
assim posso levar a minha arte
nas flores que te entrego no papel...


Rosana Souza.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

LETRAS AO VENTO





Escrevo versos soltos,

versos livres,

num tempo que nem conto,

pois o tempo é um vento

é uma espera

e uma brisa que passa,,,

que passeia

aparando arestas

levando consigo

o mal e o bom tempo...



Então,

escrevo no tempo do vento,

que dá ritmo a minha alma

agrupando letras que voam

num mosaico de emoções

aonde transbordo sentimentos...



E quando o vento se acalma

escrevo versos de brisa

nas linhas do tempo

tentando fazer poesia

devolvendo ao vento

meus sonhos...


Rosana Souza.

sábado, 7 de agosto de 2010

POR ACASO...



Esse amor que a vida aflora
mar adentro,
é meu alento
é meu tormento.
Esse amor fora de hora,
fora do tempo,
dorme ao relento,
norteia o vento.

Ah, esse amor que tenho
que me pertence,
mas que não vence
estes teus fantasmas e medos.
Nessa distância de ti
resta-me apenas o sonho...

Rosana Souza.

sexta-feira, 30 de julho de 2010

CONVITE BIENAL - PROJETO LITERÁRIO DELICATTA -


QUERIDOS AMIGOS!

Gostaria de compartilhar com os amigos que me seguem
a alegria que estou sentindo em poder participar este
ano da Antologia Delicatta, através do Projeto Literário
Delicatta.
O lançamento será no Itaú Cultural e na 21ª Bienal do Livro
em São Paulo, no estande Scortecci - convite em anexo -

Quero também aproveitar a oportunidade registrando meu
sincero agradecimento para LUIZA MOREIRA, coordenadora do
projeto, sempre muito carinhosa e atenciosa.

Meu carinho a todos!
Um beijo Azul!
RO

quinta-feira, 15 de julho de 2010

DESEJO CONTIDO



Quero te falar das minhas flores,
das cores que eu necessito,
dos anseios, dos temores,
do que eu quero e não desisto...

Quero te dar o meu abraço.
Beijos que não sejam escondidos,
te falar sem embaraço
dos meus desejos contidos.

Quero sair da solidão,
arrancar-te dos meus sonhos.
Dar ao destino a direção,
pelos traços dos meus versos...

Rosana Souza.
Joinville, 15-07-2010

domingo, 27 de junho de 2010

CÁRCERE




Altas muralhas, castelos e palácios.

Longas escadas, espelhos e vitrais.

Jardins imensos, místicos roseirais,

árvores cúmplices, raros lagos...



Atrás do vidro embaçado, um rosto.

Olhos sombrios percorrem os prados.

A solidão disforme e seus soldados,

com o travo no peito de desgosto...



O desejo estampa apenas o sonho,

no colorido desbotado de uma vida.

Flores secas num passado que elucida,

um destino, cárcere cruel e enfadonho...


Rosana Souza.

domingo, 6 de junho de 2010

IMAGINAÇÃO




Quero o meu momento então solfejo,
o teu soneto mais que apaixonado.
Quem dera fosse pra mim o teu recado,
para sentir a melodia do teu beijo.

Nossos olhares não se cruzam não se veem.
O que importa as janelas e as vidraças,
se as almas estão presas às carcaças
mas o sentimento voa alto e muito além.

E é a nossa imaginação que então desenha,
um céu com a uma lua nova de promessas
para um desejo sem rimas e sem regras...


Rosana Souza.